A Terapeuta Familiar e de Casal, Cleusa Thewes, participará do Simpósio Nacional da Família falando sobra a temática "Família e afetividade: educar para o amor". O evento ocorrerá nos dias 28 e 29 de maio de 2011, na cidade de Aparecida, São Paulo/SP. O principal objetivo do encontro será refletir sobre a família na sociedade pós moderna.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Oficina "Mandala da Vida"
Em dezembro de 2010, um grupo de mulheres participou da Oficina Mandala da Vida, onde vivenciaram, através da arteterapia um olhar sobre seus sentimentos saudáveis e doloridos, visualisando-os através de uma mandala.
Este momento, coordenado por Cleusa Thewes (especialista em Psicologia Transpessoal) e por Gislaine Canosa (especialista em Arteterapia) possibilitou-lhes o espaço interior de repensar a própria vida, os sentimentos e desejos oportunizando o tempo para o cuidado do ser.
O encontro aconteceu no Atelier Terapêutico Ísis, em Porto Alegre/RS.
Este momento, coordenado por Cleusa Thewes (especialista em Psicologia Transpessoal) e por Gislaine Canosa (especialista em Arteterapia) possibilitou-lhes o espaço interior de repensar a própria vida, os sentimentos e desejos oportunizando o tempo para o cuidado do ser.
O encontro aconteceu no Atelier Terapêutico Ísis, em Porto Alegre/RS.
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| "Somente enxerga-se quem viaja para dentro de si." (Cleusa Thewes) |
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| "Os olhos do coracaçõ veem além da aparência, do avesso." (Cleusa Thewes) |
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Natal Charalina
Em dezembro, o Grupo Charalina (Terceira Idade), comemorou o seu Natal com uma tarde de espiritualidade e confraternização. Coordenado por Cleusa Thewes, o Grupo tem como objetivo incentivar a convivência entre pessoas da terceira idade, os encontros acontecem mensalmente na Casa de Apoio Regina Comunidade, na Vila Palmeira em Novo Hamburgo/RS. Este projeto é uma obra social ligada ao Hospital Regina e atua na área de prevenção e manutenção da saúde.
O Grupo Charalina, foi fundado em Julho de 2010 com a meta de oferecer aos idosos um espaço de convívio,valorização, reflexão sobre a cidadania do idoso na família e na sociedade. A escolha do nome Charalina deu-se a partir de um livro infantil com o mesmo título. A obra conta a história de uma linda chaleira, produtiva, mas que um dia envelheceu, foi jogada fora e mais tarde virou um lindo vaso de flores. Assim acontece com as pessoas idosas, as quais, muitas vezes são descartadas na sociedade que valoriza demais o novo, o aparente.
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O livro: Charalina é uma velha chaleira, jogada no quintal, depois de muitos anos de serviço na cozinha. No entanto, a natureza a acolhe e faz nascer dentro dela uma linda flor. Edições Paulinas.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Em busca do tempo perdido
“A única falta que terá, será deste tempo que infelizmente não voltará mais.” (Mário Quintana)
Vivemos numa época onde constantemente nos cobramos a ausência de tempo, tornamo-nos impotentes diante dos ponteiros acelerados do relógio. Damo-nos conta que o relógio habilita seu poder, impondo-nos limites, coordenando severamente agendas, pausas, administrando, inclusive, o tempo-coração. Potencializa-se a soberania do cronos (tempo-relógio). Impotencializa-se o tempo kairós (tempo plenitude-encontro). O tempo horas - minutos, impera com excesso de tarefas ou tarefas excessivas nem sempre prioritárias, ora urgentes, ora desnecessárias. Dificulta-nos equacionar atividades ao tempo real disponível, estrapolamos. Avolumamos listas de afazeres desafiando um tempo que rebela-se. Guerreamos com o tempo, contra o tempo,querendo dar conta de tudo num só tempo. As pessoas sentem-se dominando o tempo, subordinando-se, não obstante, ao controle do sem-tempo.
Observemos a fala do sem-tempo: desculpe-me não visitar-te, ando sem tempo. Hoje não conseguirei dialogar contigo, agenda sobrecarregada, estou sem tempo. Filho, não fica triste, papai está trabalhando encontra-se sem tempo para brincar contigo.
Amigos partem, ausentamo-nos da despedida, pois, morrem num tempo sem tempo. Imprevistos, surpresas, reivindicam o tempo do sem tempo.
Filhos nascem, crescem,adoecem. Amigos chegam, amigos partem sem priorizarem-se nas agendas cronometradas por um sem tempo de sentimentos. O tempo passa sem tempo no tempo do cuidado.
Síndrome da mecanização - A humanidade sofre a síndrome da mecanização. Carregamos este sintoma há 500 anos após o surgimento da era industrial. Mecanizar a produção foi necessário, trouxe progressos, inovações, avanços e facilidades a vida moderna. Mas a humanidade entrou neste sistema, onde máquinas não podem perder tempo. Pessoas correm o risco de se neurotizarem. Pais e filhos não são máquinas, precisam aprender a perderem-se no tempo que os vincula. Hoje, até as cozinhas familiares, estão automatizadas e o pão nosso de cada dia, produzido em vários sabores, ocupa menos tempo da mãe, a máquina o faz.
Crianças manejam bem com aparelhos digitalizados, dispensando a companhia dos pais para estourar o piruá, transformá-lo-o em pipoca. Máquinas, porém, não elogiam os filhos. Máquinas aquecem o leite da meninada, mas não agradecem. No forno microondas, filhos, produzem para o lanche da tarde, o doce negrinho, mas o que fortifica suas vida é o tempo do carinho.
Sem dúvida, a máquina facilitou-nos a vida, agora é necessário re-aprender a perder tempo com os relacionamentos, repensando o que nos diz Ciro Marcondes Filho: "Vamos perder aquilo que nos escraviza: o tempo. Trata-se de agora em diante, e para o resto de nossas vidas, de iniciar uma nova ética: a de perder tempo. Perder tempo para ganhar a vida.”
Tempo de cuidado no cuidado do tempo - Ano novo, novo ano para cuidar de forma nova do tempo, incrementar o tempo com um novo projeto, qualificando a vida, a família e a missão.
Você já abriu, em sua agenda 2011, o tema: tempo de cuidado do cuidado do tempo?
Ainda há tempo!
Sensibilize-se, cotidianamente para este inovador espaço-tempo, o qual modificará seu existir e seus relacionamentos.
O sem-tempo esvazia olhares, diálogos, abraços e beijos. O sem-tempo deixa de priorizar, junto aos filhos, assessoramento as suas necessidades, dúvidas e escolhas.
Filhos são seres de escuta, de cuidado, mesmo já adultos.
Dizia-me a jovem adolescente, triste, apagada: “Fazem três semanas que falo para minha mãe que me sinto cansada, desanimada, com dores de cabeça. Ela parece não me ouvir, só pensa no trabalho.”
Responde a mãe ,justificando-se: “Filha, a mãe precisa trabalhar pra comprar as coisas para ti...”
A explicação da mãe não convenceu a jovem menina, nem os presentes compensam a necessidade de cuidados. Ela estava adoecendo para buscar tempo-cuidado de mãe.
Atenção pais: filhos muitas vezes adoecem, tornam-se problemas, drogam-se para pedir o tempo dos pais ausentes.
O sem-tempo habituou famílias a resolverem compromissos e conflitos de forma virtual, onde, baratos pacotes de torpedos acrescentam soluções a um cotidiano de corre-corre. MSN, com linguagem e comunicação incompleta elabora decisões, dispensas, encontros. Em momento algum tira-se o mérito destes meios que facilitam a vida hipermoderna, pois nem sempre a família consegue se encontrar durante o dia para combinações rápidas, informações. Veja bem:combinações rápidas, informações.
Relacionamentos familiares merecem o tempo kairós, cuja experiência traz satisfação e plenitude.
Pais, o tempo perdido com os filhos tronar-se-á um OIKOS,o u seja um espaço de encontro do ser, espaço este que restabelece e privilegia a cura dos sentimentos, o crescimento espiritual e o cuidado.
Mario Quintana deixa-nos uma fala pertinente e sábia sobre o tempo:
“A vida são deveres que trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas. Quando se vê, já é sexta-feira. Quando se vê, já é Natal. Quando se vê, já terminou o ano.
Se me fosse dado um dia, uma oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.”
Deus Pai, Senhor do tempo kairós, abençoa-nos. Amém!
Mãe, de todos os homens, cuida-nos.Amém!
*Artigo publicado na revista Família Cristã de janeiro de 2011.
Vivemos numa época onde constantemente nos cobramos a ausência de tempo, tornamo-nos impotentes diante dos ponteiros acelerados do relógio. Damo-nos conta que o relógio habilita seu poder, impondo-nos limites, coordenando severamente agendas, pausas, administrando, inclusive, o tempo-coração. Potencializa-se a soberania do cronos (tempo-relógio). Impotencializa-se o tempo kairós (tempo plenitude-encontro). O tempo horas - minutos, impera com excesso de tarefas ou tarefas excessivas nem sempre prioritárias, ora urgentes, ora desnecessárias. Dificulta-nos equacionar atividades ao tempo real disponível, estrapolamos. Avolumamos listas de afazeres desafiando um tempo que rebela-se. Guerreamos com o tempo, contra o tempo,querendo dar conta de tudo num só tempo. As pessoas sentem-se dominando o tempo, subordinando-se, não obstante, ao controle do sem-tempo. Observemos a fala do sem-tempo: desculpe-me não visitar-te, ando sem tempo. Hoje não conseguirei dialogar contigo, agenda sobrecarregada, estou sem tempo. Filho, não fica triste, papai está trabalhando encontra-se sem tempo para brincar contigo.
Amigos partem, ausentamo-nos da despedida, pois, morrem num tempo sem tempo. Imprevistos, surpresas, reivindicam o tempo do sem tempo.
Filhos nascem, crescem,adoecem. Amigos chegam, amigos partem sem priorizarem-se nas agendas cronometradas por um sem tempo de sentimentos. O tempo passa sem tempo no tempo do cuidado.
Síndrome da mecanização - A humanidade sofre a síndrome da mecanização. Carregamos este sintoma há 500 anos após o surgimento da era industrial. Mecanizar a produção foi necessário, trouxe progressos, inovações, avanços e facilidades a vida moderna. Mas a humanidade entrou neste sistema, onde máquinas não podem perder tempo. Pessoas correm o risco de se neurotizarem. Pais e filhos não são máquinas, precisam aprender a perderem-se no tempo que os vincula. Hoje, até as cozinhas familiares, estão automatizadas e o pão nosso de cada dia, produzido em vários sabores, ocupa menos tempo da mãe, a máquina o faz.
Crianças manejam bem com aparelhos digitalizados, dispensando a companhia dos pais para estourar o piruá, transformá-lo-o em pipoca. Máquinas, porém, não elogiam os filhos. Máquinas aquecem o leite da meninada, mas não agradecem. No forno microondas, filhos, produzem para o lanche da tarde, o doce negrinho, mas o que fortifica suas vida é o tempo do carinho.
Sem dúvida, a máquina facilitou-nos a vida, agora é necessário re-aprender a perder tempo com os relacionamentos, repensando o que nos diz Ciro Marcondes Filho: "Vamos perder aquilo que nos escraviza: o tempo. Trata-se de agora em diante, e para o resto de nossas vidas, de iniciar uma nova ética: a de perder tempo. Perder tempo para ganhar a vida.”
Tempo de cuidado no cuidado do tempo - Ano novo, novo ano para cuidar de forma nova do tempo, incrementar o tempo com um novo projeto, qualificando a vida, a família e a missão.
Você já abriu, em sua agenda 2011, o tema: tempo de cuidado do cuidado do tempo?
Ainda há tempo!
Sensibilize-se, cotidianamente para este inovador espaço-tempo, o qual modificará seu existir e seus relacionamentos.
O sem-tempo esvazia olhares, diálogos, abraços e beijos. O sem-tempo deixa de priorizar, junto aos filhos, assessoramento as suas necessidades, dúvidas e escolhas.
Filhos são seres de escuta, de cuidado, mesmo já adultos.
Dizia-me a jovem adolescente, triste, apagada: “Fazem três semanas que falo para minha mãe que me sinto cansada, desanimada, com dores de cabeça. Ela parece não me ouvir, só pensa no trabalho.”
Responde a mãe ,justificando-se: “Filha, a mãe precisa trabalhar pra comprar as coisas para ti...”
A explicação da mãe não convenceu a jovem menina, nem os presentes compensam a necessidade de cuidados. Ela estava adoecendo para buscar tempo-cuidado de mãe.
Atenção pais: filhos muitas vezes adoecem, tornam-se problemas, drogam-se para pedir o tempo dos pais ausentes.
O sem-tempo habituou famílias a resolverem compromissos e conflitos de forma virtual, onde, baratos pacotes de torpedos acrescentam soluções a um cotidiano de corre-corre. MSN, com linguagem e comunicação incompleta elabora decisões, dispensas, encontros. Em momento algum tira-se o mérito destes meios que facilitam a vida hipermoderna, pois nem sempre a família consegue se encontrar durante o dia para combinações rápidas, informações. Veja bem:combinações rápidas, informações.
Relacionamentos familiares merecem o tempo kairós, cuja experiência traz satisfação e plenitude.
Pais, o tempo perdido com os filhos tronar-se-á um OIKOS,o u seja um espaço de encontro do ser, espaço este que restabelece e privilegia a cura dos sentimentos, o crescimento espiritual e o cuidado.
Mario Quintana deixa-nos uma fala pertinente e sábia sobre o tempo:
“A vida são deveres que trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas. Quando se vê, já é sexta-feira. Quando se vê, já é Natal. Quando se vê, já terminou o ano.
Se me fosse dado um dia, uma oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.”
Deus Pai, Senhor do tempo kairós, abençoa-nos. Amém!
Mãe, de todos os homens, cuida-nos.Amém!
*Artigo publicado na revista Família Cristã de janeiro de 2011.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Lutos e perdas na cartilha da vida
“Tudo neste mundo tem o seu tempo, cada coisa tem a sua ocasião...” (Ec. 3,1).
Lutos e perdas - Serão lutos e perdas os aprendizados mais difíceis da vida? Estaremos aptos para o sofrimento, algum dia? Segundo D’Assunção, a morte é, sem dúvida, nossa maior “perda”, pois não a entendemos como uma “transformação”!
A passagem bíblica “Tempo para tudo” sugere-nos o caminho ascético (espiritual), o amadurecimento dinâmico frente aos ciclos vitais que sinalizam ganhos e perdas na cartilha da vida. “Tempo para nascer, tempo para morrer. Tempo para plantar, tempo para colher. Tempo para chorar, tempo para dançar. Tempo de ficar triste e tempo de se alegrar. Tempo de paz e tempo de guerra. Tempo de abraçar e tempo de afastar. Tempo de procurar e tempo de perder. Tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las.Tempo de rasgar e tempo de remendar. Tempo de calar e tempo de falar.” (Ec.3,1-8)
Cabe a cada um identificar o seu ciclo vital e elaborar lutos, perdas e ganhos.
A perda poderá gerar sentimentos de culpa, raiva, ansiedade e até depressão.
Lutos e perdas oportunizam mudanças internas e externas e modificam a vida de quem perdeu e de quem partiu. Ao invés de negar as perdas, organize o luto com o coração, a mente e a vontade. Perguntar-se qual o aprendizado desta lição na vida, atribuindo-lhe resposta de “significância maior”, além do que se vê, se ouve, se sente e se compreende. Com fé libertar-se do banco da lamentação. Crer que subjacente a perda-morte há o mistério nascimento-vida. A vida é ritmada na cadência nascer, morrer, ganhar, perder, fazer, ser. Cantar, dançar, chorar são capítulos da cartilha da vida. No nascimento perde-se a morada no seio materno, corta-se o cordão. Separamo-nos.
O choro do nascimento é o grito doído do pulmão aprendendo a respirar sozinho. Ganho escondido na intimidade da perda. Ganhos e perdas entrelaçam-se.
O sol perde o dia enquanto a lua ganha a noite. Eis o princípio da realidade.
Aceitar o luto - Disse-me doloridamente a mãe, cuja filha doente morreu há um mês, deixando-lhe dois netos adolescentes órfãos (11 e 15 anos): ‘’Preciso deixar a minha filha partir, descansar...”
A mãe sofrida, sentia saudades, tristeza. Chorava. Rezava pela filha (37 anos), dando-se conta de que ela concluíra seu ciclo terreno. Já não voltaria para o café da tarde. Seu cotidiano jamais existiria. Seu sorriso, porém, manter-se-ia no porta retrato e na memória afetiva familiar. A sonoridade de sua voz, suas alegres risadas, ecoavam no coração auditivo dos filhos. As mãos da mãe que afagavam a filha ainda traziam impresso o sofrimento da dor física desta. E neste luto avó e netos vão compondo a nova realidade. Escrevem e registram com palavras de dor-amor na cartilha da vida a aceitação e o encerramento desta história.
A aceitação das perdas é etapa determinante na elaboração do luto como realidade.
Falar e chorar o luto - Conta-me a senhora viúva: “Não quero chorar as saudades, nem falar da falta que meu marido me faz. Meus filhos não suportam ver-me triste e chorando.”
Por que esconder as lágrimas que choram a perda? Elas banham o rosto lavando a tristeza do coração. Por que negar a fragilidade humana? É ela que nos faz reconhecer a própria fortaleza, virtude concedida pelo Pai.
Eis um aprendizado: permitir-se colo, apoio, aceitando um lenço amigo que seque as lágrimas. Revestir-se da modéstia, da singeleza do deixar-se cuidar.
Cuidar da vida também é cuidar do sofrimento, da vulnerabilidade, das perdas e lutos.
Autorizar-se falar do vazio, da saudade de quem partiu é um jeito de conscientizar-se de que a pessoa amada encontra-se além do aqui e agora. Falar da dor ameniza machucaduras. Falar é liberar, é sarar, e aos pouquinhos a paz, a mansidão e a paciência farão moradas em sua cela interior. A paciência faz-se mãe da dor.
Partilhar sentimentos de perdas, choros, tristezas, tornar-se-á um percurso terapêutico na cura da dor e reorganiza a vida após o luto
Apesar da perda da pessoa amada, permanecem lembranças no espaço da casa, nos momentos comemorativos tais como aniversários, Natal, ano novo, Páscoa... Aos pouquinhos vai reorganizando o vazio de seu espaço interior e exterior. Na memória emocional e espiritual permanecerão as lembranças de quem partiu. Seja forte e veja a necessidade de fazer remanejos e adequações na sua casa. Com carinho e cuidado repense sua forma de viver e seus projetos de vida. Aceite, partilhe, cuide-se! A sabedoria do tempo estabilizará sentimentos e escolhas. Com benevolência e bondade entregue ao Pai quem partiu.
Viver aqui é transitório - Li algo comparando o tempo de vida com o tempo do piscar dos olhos. Anos vividos, segundos somente.
Viver é conviver com a irmã morte.
CREMA observa: a humanidade perdeu a dimensão do paraíso, da eternidade. Nega aos filhos o direito a frustração. Apresenta-se-lhes um mundo maravilhoso, tipo o paraíso é aqui.Teme-se a fala do transitório, da eternidade. Resta-nos alfabetizar a alma da humanidade. Precisa-se aceitar a impermanência e a finitude aqui, acreditando na permanência e infinitude acolá.
Que a fé, o amor, a esperança, a alegria, a paz e a mansidão ancorem em você.
Redija, na cartilha da vida, o contínuo vai e vem.
Amém!
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
A família e seus presentes de Natal
Envolto no consumismo, o Natal perde seu significado se os pais não mostrarem aos filhos que o maior presente dado à humanidade foi Jesus
É Natal! Cantam as crianças, com vozes suaves: “Botei meu sapatinho na janela do quintal, Papai Noel deixou meu presente de Natal. Como é que Papai Noel não se esquece de ninguém? Seja rico, seja pobre, o velhinho sempre vem...”.
No soar da cantiga, olhinhos faíscam como a estrela de Belém! O coração infantil pulsa na cadência da bondade e da justiça, pois a criança acredita na promessa daquele Papai Noel vindo de longe, distribuindo presentes para ricos e pobres. Engraçado... São os adultos que narram aos pequeninos a história do trenó, do velhinho bondoso e justo, com barbas brancas, trazendo nas costas o saco de brinquedos. Os adultos se iludem também, gastam muito, acreditam no milagre do Natal... O bom velhinho jamais chega a pagar suas contas no final.
Pais, por que não falarmos às crianças sobre o Menino de Belém? Vamos contar a elas sobre os três Reis Magos e os presentes que o Menino Jesus ganhou quando nasceu. A Bíblia nos fala que, 2 mil anos atrás, na cidade de Belém, na Judéia, Maria e José tiveram um filho, o Menino Jesus. Ele nasceu pobre, numa estrebaria, e foi enrolado em panos.
A antiga tradição – e também a Bíblia – nos narra a história de três Reis Magos, vindos do Oriente até a estrebaria de Belém, onde se encontravam Maria, José e o Menino Jesus. Os três Reis Magos chamavam-se Belchior, Baltasar e Gaspar. Ofereceram a Jesus ouro, incenso e mirra. O significado dos presentes foi o reconhecimento e o amor ao novo Rei e profeta. Eles sabiam que aquele Menino pobre seria um grande líder e que Ele era um presente do Pai para a humanidade.
Sentido simbólico – O que significa hoje escolher um presente para alguém? Escolher um presente para alguém tem o sentido simbólico de manifestar o querer bem, a consideração e a importância que essa pessoa tem em nossa vida. A mais-valia do presentear é a intenção amorosa do gesto e não a proporção de valor e medida do objeto.
Há, porém, muitas maneiras de presentear as pessoas. A sociedade consumista, ansiosa por lucros, desejos e prazeres hedonistas, optou por um excesso de presentes materiais, esquecendo, muitas vezes, as reais necessidades do ser humano. Acabamos presenteando desejos desnecessários, presentes que tentam compensar frustrações... As famílias deixam-se envolver por pacotes, exageros gastronômicos, felicidade-relâmpago, no que se revela a ausência do brilho da estrela de Belém. Presenteia-se muito, poucas crianças; presenteando-se pouco, muitas crianças.
Na noite de Natal, pinheiros fartos e pacotes coloridos sufocam o presépio, risos, tintim de copos, os sinos badalam anunciando o maior presente da humanidade: Jesus! Poucos acolhem a intensidade do anúncio, pois estão embrulhados nos presentes, distantes do real significado dessa noite.
São milhares de presentes espalhados no Natal do mundo, insuficientes às necessidades dos irmãos... Crianças esperam o brinquedo. Papai Noel achará suas casas? Mães chorosas por um saco de pão, um pouco de feijão, leite e verduras, presentes que saciam necessidades. Pais esperando o Noel do emprego. Famílias querendo a telha, o tijolo, a madeira, a sua gruta de Belém. Idosos carentes de saúde e cuidado. Crianças e adolescentes na expectativa de um lar. Os presentes do mundo pertencem a poucos, porém, os presentes do Menino Jesus pertencem a todos.
A riqueza dos valores – A família atual, que vai ao shopping center adquirir seus presentes de Natal, precisa, inspirada na família de Nazaré, buscar um novo shopping: o shopping do coração do Pai. Foi ali que Ele nos ensinou a buscar os maiores presentes. Dali nos enviou o Menino Jesus, eterno e duradouro. O presente Deus-Menino traz ao mundo os tesouros da fé, justiça, amor, alegria, paciência, diálogo, união, fortaleza, respeito mútuo, fidelidade, fraternidade, salvação. Eis os valores que devem ser costurados com fios dourados, unindo vidas na família humana: marido, mulher, pais, filhos, avós, netos, pobres e ricos, os que choram e riem, fracos e fortes, mansos e humildes. Famílias, o presente de Natal que a sociedade necessita é a construção de lares que transmitam segurança, afeto e cuidado!
Nem mesmo a ciência, apesar de sua evolução, conseguiu criar em laboratórios um espaço aconchegante onde se encontram pai, mãe e filhos. Pai e mãe: o bondoso Papai Noel são vocês! Os presentes, numa proporção equilibrada, tem seus significados e dizem algo. Mantenha-os sustentados naquele clima de solidariedade e carinho familiar.
Presenteie, portanto, toda a sua família, em todo Natal, a cada novo dia, com um relacionamento saudável e duradouro. Maria e José, ícones da parentalidade (pai e mãe), buscam acolhida em seu lar. Jesus quer nascer em sua família.
Que toda criança recite com a poetisa Cora Coralina: “Creio na força imanente que vai gerando a família humana, numa corrente luminosa de fraternidade universal”. E, assim, família, cantem ainda os anjos com você e com toda a humanidade: “Noite feliz! Noite feliz!...”.
*Artigo publicado na Revista Família Cristã, Paulinas Editora, São Paulo, em dezembro de 2008.
**Todos os textos publicados neste blog são temas apresentados em palestras.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Qualidade de vida, longevidade e espiritualidade
Os dois dias foram preenchidos com momentos de reflexões, momentos vivenciais, partilhas acerca do envelhecimento, assim como, os caminhos para uma velhice bem sucedida, o idoso e as necessidades humanas, dimensões do bem estar do idoso e estratégias para um envelhecimento saudável.
Trabalhou-se com o grupo a metáfora da malha da vida, aonde, cada qual, ao longo da existência, tece seus fios. Sempre levando em consideração que a vida é composta de fios alegres, tristes, bem sucedidos e frustrantes. Cada qual anexou a malha de sua vida numa grande mandala, que ali, significou a continuidade, o movimento, a roda da vida, o fazer e o ser.
Houve, ainda, momentos bíblicos-meditativos, danças sagradas e missa, relevando a significância da espiritualidade na dimensão humana.
Houve, ainda, momentos bíblicos-meditativos, danças sagradas e missa, relevando a significância da espiritualidade na dimensão humana.
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