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segunda-feira, 17 de junho de 2013

    O LUTO DOS PAIS

Existir supõe aprendizados, e, mesmo nas mortes trágicas e precoces, devemos acreditar que aquele que partiu realizou e aprendeu o que deveria ter realizado e aprendido

 “Se já não podemos vê-los nem ouvi-los com nossos sentidos, podemos, entretanto,  percebê-los com o nosso coração. Eles estão mais próximos de nós do que quando estavam nesta vida”, escreve o médico Evaldo d’Assumpção,especialista em tanatologia.


O rio o afogou

Rita perdeu o filho de 19 anos. Nas águas do rio, ele afogou seus sonhos e projetos e inundou o coração da mãe de eterna tristeza. Inconsolada, Rita se pergunta: “Por que a vida levou meu filho?”.


Uma bala o apagou

Luiz e Tânia, pais de Roger, 25 anos. Envolvido com drogas, ele foi morto dias antes do Natal.
A mãe desabafa: “Dói demais. Ele tinha problemas, andava por caminhos obscuros, não obstante, era um filho afetuoso. Não aceito tamanha tragédia...”

O fogo os asfixiou

A recente tragédia, em Santa Maria (RS), abalou o Brasil e o mundo. Até o momento, morreram 236 jovens, asfixiados e queimados. Divertiam-se, e o inesperado incêndio os arrancou de forma trágica do coração da vida, da sociedade, do convívio dos pais. 

Ganhos e perdas

A vida transita num zigue-zague entre ganhos e perdas. Ao nascermos ganhamos a vida independente, mas, perdemos o aconchego e a proteção do útero materno e, no mesmo instante, começamos o desafio derradeiro: respirar ou morrer. Há nisso uma contradição? Não! Muito pelo contrário, esse é o projeto de vida que o Altíssimo nos deu: Viver para morrer e morrer para viver. São duas faces da mesma realidade.

A tríade da existência biológica, nascer, viver e morrer, determina tempos diferentes no tempo de cada Ser. Tentamos viver como se a morte não existisse, ou, talvez, como se possuíssemos o controle da vida.

Mas a morte física é soberana, e, quando vem, nos desperta para a impermanência na matéria, para a finitude do visível, mostrando que a vida na terra é somente uma estação e não o ponto de chegada. E, para não nos assustar demasiadamente, Deus a tornou imprevisível.

Nascemos subordinados ao espírito, cuja morada definitiva é a eternidade. Desde pequenos nos mostram a flor que murcha e morre; o pássaro que sucumbe. Com esses exemplos, querem-nos fazer compreender a dinâmica da vida. Lição difícil! Não é mesmo? Viver é bom, mas dói, ao pensarmos no processo de transformação que ela impõe.


A vida e a morte, aparentemente ambíguas, parecem envolver um grande jogo de ganhos e perdas.  Em verdade, porém, se crermos e vivermos com fé, esperança, amor, teremos apenas ganhos. 

Lutos

O luto é a dolorosa experiência das perdas terrenas.  Provoca sofrimento físico, emocional e espiritual. As alterações físicas podem ser: dores de cabeça, disfunções digestivas e intestinais, fraquezas, desânimos; tristeza, medo, raiva, angústia, choros incessantes, e até depressão, são manifestações de dores emocionais.  Nas perdas trágicas, poderão surgir sintomas de pânico. O luto passa por etapas, durando em média dois anos. Mas isso é apenas uma estimativa. Cada pessoa tem o tempo de elaboração conforme sua condição emocional.

A pessoa enlutada precisa viver as fases do luto. O que auxilia é ter alguém para conversar sobre a dor. Os grupos de apoio ao luto são terapêuticos e por isso recomendados. Se os sintomas debilitarem demais é necessário recorrer aos cuidados médicos. Deve-se ter amorosidade, paciência, escuta e outros cuidados com quem sofre.

O tempo de morrer

Durante a vida até conseguimos planejar ter um filho, mas a morte, que está fora do nosso controle, põe termo ao nosso projeto.  E então concluímos que ela veio fora de hora.  Na opinião do médico Evaldo, isto ocorre “porque ainda estamos limitados ao espaço e ao tempo e temos valores extremamente pequenos e medíocres, mesmo em relação ao verdadeiro sentido da vida”.

Medimos a vida pelo fazer e conquistar. A lógica do existir supõe aprendizados, e, mesmo nas mortes trágicas e precoces, apesar de toda a dor de quem fica, devemos buscar crer que aquele que partiu realizou e aprendeu o que deveria ter realizado e aprendido aqui na terra. Ele cumpriu sua missão terrena. Devemos sempre crer que morrendo a vida continua e se renova e que “O que é visível é passageiro,  mas o que é invisível é eterno.” (2 Cor 4,18).

Jesus passou sua vida explicando que o Pai quer os filhos junto de si, que o seu amor e sua misericórdia são grandes e acontecem. Ele dizia a Jerusalém: “Quantas vezes eu quis juntar teus filhos, como uma galinha que reúne os pintinhos debaixo das asas, mas tu não quiseste” (Lc 13,3-4).

Quando a expressão biológica morre, a individualidade se transforma e continua. Na individualidade, ainda estão vivos os entes queridos que partiram e vivem numa realidade  que a maioria de nós desconhece, porque ultrapassa os limites da pura compreensão humana. Acreditando ou não, eles estão aqui, juntinhos de nós.

Mãe, cuide da dor dos pais. Amém!

domingo, 16 de junho de 2013

REDE DE INTRIGAS E AMOR

O Facebook não é terapeuta, tampouco conselheiro de desilusões, mas pode permitir momentos de alegria e reencontros que ultrapassam preconceitos, fronteiras, culturas e idiomas 

Criado em 2004 por Mark Zuckerberg, o Facebook é uma rede social de comunicação via internet. A revolução tecnológica midiática possibilitou o aumento de internautas. Com 39 milhões de pessoas conectadas, o Brasil é o sexto país no ranking de usuários da internet, segundo o Guia Mundial de Estatísticas. No Facebook, as pessoas interagem virtualmente. Em segundos, o mundo sabe se você casou ou descasou, com quem e onde dormiu. Ventos tecnológicos e muito velozes espalham pela rede a pauta de sua vida, às vezes com o seu consentimento, e outras tantas sem ele. Há quem poste desencantos e crises pessoais. Os oriundos de relacionamentos sem fronteiras extrapolam, expondo aos ares folhas secas de uma vida conjugal fragilizada. Há os que usam o Facebook como arma de intriga, para atacar, queixar e mentir, sem se aperceberem que tudo isso, na internet, polui uma imagem. Há, logicamente, gente que usa a internet de forma adequada, saudável, positiva, preservando-se e preservando o próximo. 

Lívia e Tom
Casados há nove anos. O casal tinha um projeto: ter filhos. Com parceria e trabalho, prosperaram, adquirindo bela casa e carro. Porém, uma atitude de Tom abalou o casamento e perturba severamente a esposa. Lívia descobriu, no Facebook dele, seu perfil de solteiro. Ele se passa por solteiro e se disponibiliza para baladas e encontros amorosos com meninas pós-adolescentes. A conclusão de Lívia foi óbvia: ele a substituiu pela internet e por encontros marcados através da rede. 

Régis, 27 anos
Há dois meses, encerrou um noivado incompatível. Logo depois, a ex-noiva postou, na rede social, fotos declarando-se solteira e feliz. E não mais parou. Diariamente, posta mensagens depreciativas, desqualificando o relacionamento findo. Régis, embora magoado, não nutre a rede de intrigas e decidiu proteger-se, por ora, deletando o Facebook. 

Liani, filósofa
Considera o Facebook uma oportunidade ao crescimento psicossocial e cultural. Posta pensamentos e reflexões ressignificando a leitura. Sugere títulos de livros e convoca a “dança dos dedos” a folhearem páginas, apaixonarem-se pelas letras, para descobrirem, no encontro com o amigo de cabeceira, o livro, a poesia das palavras. Sente-se gratificada pelas inúmeras pessoas que curtem seu Face.

Nana, catequista
Criou um Facebook com os catequizandos. O foco é a interação, a partilha e o conhecimento da vida de Jesus. Catequizandos e familiares estão receptivos à experiência e juntos descobriram que Jesus Cristo e Paulo Apóstolo têm um Facebook e que há uma Capela Virtual,  presente do céu, no Face, possibilitando encontro de orações e interações espirituais. 

Rompimentos e aproximações
Na história de Lívia e Tom, a mentira escancarou uma solteirice idealizada e desrespeitosa, disponibilizando o rapaz para relacionamentos extraconjugais. Crises no casamento são comuns, mas devem  ser tratadas com prudência e cuidado, respeitando o espaço sagrado da aliança conjugal e, se necessário, aconselhar-se com um  profissional habilitado. No caso de Régis, observam-se mágoas não verbalizadas pela ex-noiva, a qual, tão logo terminou o relacionamento, utiliza o Facebook como moleque de recados, panfletando  indiretas e fotos de postiça felicidade. O Facebook não é terapeuta, tampouco conselheiro de desilusões. 

Mágoas, decepções, frustrações e outros sofrimentos – consequências de relacionamentos, rompidos ou não – devem ser identificados e atendidos. Havendo rompimento, haverá o luto das perdas, que causa dor e lágrimas, carecendo os envolvidos de manutenção e cuidado especializado. O sofrimento deve ser amadurecido e integrado à vida. O Facebook não cura perdas e frustrações. Um ombro amigo, um coração ouvinte, um colo afetuoso ajudam bem mais. O Facebook pode deixar a dor mais agonizante, ao você ouvir, de repente, a despedida: “Ai, amiga, gostaria de continuar te escutando, mas preciso sair... Tudo ficará bem...Tchau!”. E você volta à sua solidão, agora mais profunda. 

Já milhares de internautas, a exemplo de Liani e Nana, usam o Facebook como formador de opinião e facilitador de interação, diálogo, crescimento, socialização, cultura e fé. A rede facilita o encontro virtual, permitindo momentos de alegria e reencontros que ultrapassam preconceitos, fronteiras, culturas e idiomas. Todo instrumento pode ser uma arma ou um tesouro, depende por quem, para que e como é utilizado. Um pedacinho do céu também pode residir na internet, pois Jesus Cristo, Paulo Apóstolo e Maria têm Facebook. Adicionem! Mãe do Céu, que a vida seja uma rede social de amor e que sejamos internautas da paz. Amém!

sábado, 13 de outubro de 2012

Encontro de gestantes


Em setembro, aconteceu o Encontro com as gestantes na Vila Palmeira, em Novo Hamburgo/RS, evento promovido pelo Projeto Regina Comunidade.
Falamos sobre A importância do afeto entre mãe e bebê, um trabalho de grande valia para futuras mamães. Nosso objetivo é orientar as gestantes para o desempenho de seu papel maternal.



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

VII Congresso da Família


Bom dia queridos amigos!

No dia 29 de setembro estive presente no VII Congresso da Família da CNBB - Regional Sul, em Lages/SC.

A palestra, A família, o trabalho e a festa, teve como temática a fala do Papa Bento XVI no VII Encontro Mundial das Famílias em Milão, em maio deste ano. (Você encontra detalhes do Encontro clicando no link acima.)
    
Em Lages, os casais e pais participantes do Congresso foram receptivos e acolheram este momento com carinho e escuta. 






segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Família Cristã - Julho

Bom dia queridos amigos!

Quero compartilhar com vocês o artigo publicado na revista Família Cristã de Julho.




sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Família Cristã - Outubro

Bom dia meus amigos,

compartilho com vocês, em primeira mão, a capa da revista Família Cristã e o meu artigo publicado nela.
Espero que gostem!




segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Blog "Egito e Brasil"


Queridos amigos,

gostaria de compartilhar com vocês a postagem da Marina no blog dela: Egito e Brasil. Ela é brasileira mas mora no Egito, e tem um blog lindo. Confira só o que ela postou:

"Se filhos fossem violetas…

Ontem tive um dia peculiar. Jejuei e quebrei o jejum com meu pai, uma coisa bem rara. Geralmente ninguém da família está comigo neste momento de quebra de jejum, afinal trabalho durante a semana e meus pais, que são católicos, não jejuam como eu. Mas peguei ele do trabalho e fomos direto para o Pari, do lado até da mesquita, e jantamos juntos só nós dois.

Depois, levei-o até a igreja que eles frequentam, na zona norte, e fiquei para assistir uma palestra de uma psicoterapeuta sobre filhos. Como não teria nada necessariamente ligado a ritos católicos, mas sim a conceitos morais que são com os quais fui criada e acredito até hoje, topei assistir.

Quem deu a palestra foi gaúcha Cleusa Thewes, com o tema “Se filhos fossem violetas, pais não chorariam…”. Ela escreveu um artigo sobre isso, está aqui no blog dela, se alguém tiver interesse. Foi sobre a adolescência, uma fase geralmente conturbada.

Eu fui na palestra buscando alguma inspiração para ser mãe, ando numa fase de busca sobre este tema, afinal estou chegando nos 30 e já tenho mais de 5 anos de casada, é bom começar a pensar sobre isso.

Mas a palestra não falou de situações hipotéticas ou listou argumentos ralos sobre como controlar filhos, aquelas coisas que a gente espera. Mas não. A palestra falou da minha vida e de como fui adolescente. Falou de mim, dos meus irmãos, da minha mãe. Eu fiquei com aquele jeito meio estarrecido, do tipo, não é possível que ela está falando isso, dando estes exemplos que se passaram exatamente comigo!

Claro que com a grande experiência da Cleusa como terapeuta ela entende muito do assunto e sabe exatamente o que é comum de acontecer em muitas casas, por isso a conexão imediata. Mas ela é super pé no chão e tem uma vastíssima experiência em conflitos familiares. Mesmo assim, eu me surpreendi muito, já que praticamente tudo que ela aconselhava aos pais ser o melhor, foi como meus pais agiram na vida deles com seus filhos.

Uma hora ela disse:  ”Filhos desafiam. Violetas silenciam.” E não falou sobre o aspecto negativo, mas sim como é bom ter filhos que pensam, que argumentam, que não aceitam tudo de cara fechada. Como não é possível se impor comportamentos, que a individualidade de cada um deve ser respeitada.

Deu exemplos que poderiam ser da minha vida. Citou, por exemplo, um filho que aos 15 anos decidiu que queria comprar um coturno preto e só usar roupas pretas. “Deixa o filho experimentar, isso tudo passa”, falou.

Lembrei que meus pais nunca me impediram de andar de skate, pintar meu cabelo de verde, riscar todos os meus tênis ou usar calças “bag” (sei lá se é esse nome, mas lembro que era assim que a gente falava no final dos anos 90). Eu sempre pude me expressar como eu queria, nunca fui reprimida na minha individualidade ou na forma que queria me expressar. E tudo isso realmente passou.

Eu experimentei, errei muitas vezes, mas sempre tive pais ao meu lado que não me julgavam ou pressionavam. Sim, eles aconselhavam e muito. Pouco a pouco, o discurso deles sempre me convenceu. Muitas coisas que meus pais falavam e eu fazia exatamente ao contrário de pirraça, eu aprendi com minhas falhas depois que poderia ter evitado e sofrido menos se os tivesse escutado. Mas se eu não fosse atrás e visse com meus próprios olhos o que era aquilo, eu jamais teria acreditado nos meus pais e talvez estaria errando até hoje.

A Cleusa foi falando de tudo isso e fui vendo o filme da minha vida passando. Ela disse “Se os filhos se tornassem violetas coloridas, serenos, sem adolescência, na casa haveria ausência de encrencas, revoltas, confrontos. Filhos sem preguiça, maduros. Filhos menos impulsivos, mais sensatos, sem festas, sem maconha nem álcool, sem transgressão, filhos somente. A mãe desperta: filhos não são violetas, são pessoas."

Tirando a maconha (juro), eu fiz tudo isso. Buscava sempre o contrário do que me era ensinado pela curiosidade normal que despertamos nesta época. Minha mãe ficava muito brava sim, chorava na nossa frente, chorava escondida. Mas estava sempre presente, pronta a mostrar o que era melhor de uma forma calma. Minha mãe e meu pai nunca me abandonaram, mesmo quando eu parecia totalmente disposta a ficar longe deles.

E quando cresci um pouco mais, não mudei muito não. Busquei meus caminhos, minhas vontades, minha própria forma de encarar Deus. E meus pais não me viraram as costas. Antes de ir para o Egito, minha mãe até me levou ao médico para ver se estava tudo bem, comprou roupas novas. Meu pai falou, com a cara mais séria do mundo, mas as palavras mais doces: “eu sou contra, você sabe, mas quando quiser voltar estaremos de braços abertos”. Eles já tinham certeza, nesta época, dos valores que tinham me passado e sabiam que, mesmo longe, nada disso mudaria.

Meus pais sempre se orgulharam de mim e nunca tiveram vergonha do que eu fazia – mesmo quando eu não seguia o convencional. Eles me criaram para o mundo e para ser feliz, não seguir modelos ou ficar embaixo de suas asas. Nunca fantasiaram o que eu sou, ou foram babões de ficar falando que sou a filha perfeita ou sei lá mais o que, como muitos fazem.

Eu tive uma adolescência muito, mas muito feliz mesmo. E isso me fez forte. Eu tenho uma auto-estima quase sempre inabalável, sou uma pessoa super otimista, não gosto de comparar a minha vida com a dos outros e isso me poupa de frustações desnecessárias. Eu fiz minhas escolhas sempre, sou fruto delas porque tive esta liberdade desde pequena.

Lembro até hoje de um texto que escrevi no meu diário – eu sempre escrevi muito, mas meu diário não eram essas agendas coloridinhas de menina, eu escrevia em cadernos mesmo e cheio de garranchos – em que eu dizia que queria ficar para sempre com 14 anos. Eu me sentia completamente feliz nesta época e queria ter certeza de que este estado de espírito nunca iria acabar. O texto se chamava “14 anos para sempre”, lembro até hoje.

E acho que consegui, em certa proporção, parar o tempo. Não me sinto mais velha, me sinto mais esperta. Continuo fazendo coisas de criança, vivo sem pensar tanto assim no futuro, em juntar dinheiro para isso ou para aquilo, quero ser feliz agora pois não sei até quando vai minha vida. É, sei que sou um pouco juvenil, mesmo que nem sempre isso seja bom.

Claro que poderia fazer melhor, poderia me planejar mais, ser mais organizada, fazer um mestrado, juntar uma poupança, escrever – finalmente – 0 meu livro, não deixar a louça acumulada na pia, parar de falar as coisas sem pensar, ser menos ríspida, mais focada. Não sou perfeita, nem nunca vou ser. Mas sou feliz, e cada vez mais chego a conclusão de que muitas pessoas tem dificuldades de se sentirem assim. Sei que nosso mundo de hoje nos pressiona muito, fico fora de casa quase o tempo todo, tenho muitas contas para pagar e pouco tempo para mim.

Tenho problemas sim, e muitos. Mas minha tristeza dura poucas horas, não deixo nada disso governar a minha vida. E não sei o porquê, tenho certeza de que sou assim por causa da educação que ganhei dos meus pais. Mesmo sendo totalmente diferente deles, extraí coisas maravilhosas da nossa convivência. Eles nunca me cobraram a perfeição, pois isso não existe. Sabem que sou uma pessoa, não uma violeta."


Espero que tenham gostado.
Até a próxima pessoal!! ;)